Erros e Recomeços
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Falsas Mentiras.
Me perco no tempo, não consigo sair desse passado que cada vez mais me faz voltar a tona com lembranças e sentimentos confusos, tento fugir para algum lugar o mais longe de ti mais nada disso adianta e quando penso que não vou te ver mais, alguém me trás noticias sobre o seu presente, me culpava por não ter dado certo, quantas noites fiquei sem dormi pensando nas noites que passávamos juntos e se estivéssemos juntos a onde estaríamos nesse exato momento, se me culpe? Sim me culpei varias vezes, tentei voltar atrás nas decisões e nas ações tomadas todas as noites antes de me deitar, já escrevi varias vezes e apaguei pois me faltava coragem de te mandar um e-mail, quantas vezes liguei e antes de você atender desliguei.
Cada musica que tocava me lembrava de nós dois, mais agora me pergunto o porque de tudo isso sendo que nada foi recíproco, que tudo o que me falava não se passava de mentiras, mais o pior não foi mentir pra mim e sim pra você mesmo, tentado alimentar um sentimento que nunca houve dentro de você, que as palavras que você me dizia era voltada para outra pessoa, me lamento por ter perdido algum tempo me dedicando a você e hoje com o passar do tempo poder ver que nada disso foi adquirido por ti e muito menos reconhecido, as vezes mentimos para nós mesmo para não encarar a realidade assim tão de frente, tentamos enganar nossos sentimentos e os sentimentos dos outros, porém quem mais sofre com tudo isso não passa de nós mesmo.
Tentamos achar desculpas, tampar o sol com a peneira como dizia minha avó, mais nada disso é relativo e não adianta de nada, pois tudo vem a tona na hora que você estiver mais distraída, as mascaras caem e juntamente com elas caem também a personalidade adquirida para tal mentira, então não se enganem, encarem a verdade e a realidade por mais difícil que seja não tente alimentar falsas mentiras.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Esperança
Ao acordar a rosa não estava mais lá, fiquei indagada se havia sonhado ou não, olhei para o lado e lá estava o nosso retrato, não conseguia acreditar que Ricardo não estava mais ao meu lado, assim se passaram sete dias, os sete dias mais demorados para se passar, e logo depois dos sete dias se passaram um mês e assim por diante, até passar as primeiras datas festivas sem Ricardo, esse ano que passou foi o mais difícil de todos a serem passados, além de olhar para minha barriga e ver que ela estava crescendo cada dia mais, Ricardo pode ter ido mais deixou o fruto do nosso amor, me deixou a lembrança mais gostosa e saudável do mundo, o nosso filho Henrico.Ele é a cara do seu pai, os mesmos traços, o mesmo sorriso, se estou até hoje com vida e esperança de um mundo melhor é graças a ele, que cada dia que passa me dá mas alegria, e quando ele me pergunta sobre seu pai, pego as fotos e lembranças e ficamos horas conversando sobre tudo que aconteceu entre nós dois, Henrico já tem dois aninhos é pequeno não entende muito do que eu digo, mais tenho a certeza que irá ser um grande homem, amigo, filho e marido como Ricardo foi para mim.
Quase toda semana vamos ao cemitério limpar e ver o tumulo de Ricardo, Henrico todo o tempo fica olhando para uma única direção e me diz '' Mamãe, olha o papai ali'', fecho os olhos e tento imaginar Ricardo como ele descreve para mim e tento imaginar que ele está por lá, Henrico abana as mão e grita pelo nome do pai, até que Ricardo some da vista dele, assim Henrico pega minha mão e me chama para ir embora, como sempre olho para o tumulo e deixo sempre uma lagrima escorrer pelo meu rosto, sempre me perguntava o porquê de ter acontecido isso comigo, mais hoje me pergunto o porquê de não ter acontecido comigo, e assim vou levando minha vida, pois tenha a esperança de que um dia ainda me encontrarei com Ricardo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Lembranças
Em seu colo lagrimas escoriam pelo meu rosto, olhava para Ricardo desesperada e com uma dor inexplicável, fiquei exatamente meia hora olhando para ele, até que os médicos pediram-me para sair, pois era preciso levar o corpo ao necrotério, não conseguia me mover, forças me faltavam naquele momento, lembranças viam átona em minha memória, lembrava das últimas palavras que ouvi de sua boca, pensava o porque daquilo estar acontecendo comigo, bem no auge do nosso amor, onde iríamos nos casar e ter vários filhos, fiquei desacreditada em tudo, não queria ver ninguém muito menos falar, meus pais e os pais de Ricardo tentavam conversar comigo, mas as palavras entravam e saiam sem sentido algum.
Ao chegar em casa me tranquei no quarto, olhava fotos, roupas, cartas, flores, guardava tudo que Ricardo me dava, quando olhei para a cama e vi o primeiro presente que Ricardo havia me dado, me joguei em cima da cama e o abracei, parecia que estava abraçando Ricardo, seu perfume estava nele, chorava sem parar, meu mundo se fechou, entrei em uma escuridão que não conseguia sair mais, ouvia a voz de Ricardo a todo momento em minhas lembranças, até que me revoltei com a situação e comecei a jogar tudo no chão, quando minha mãe escutou o barulho correu para meu quarto e me abraçou forte e juntamente comigo choramos abraçadas com um porta retrato com a foto de Ricardo.
Passei a noite inteira olhando fotos minhas e de Ricardo, lembrando de momentos inesquecíveis, até que consegui pegar no sono isto era por volta das três e meia da madrugada, em um sonho me encontrei com Ricardo, ele estava lindo como de costume, com sorriso estampado em seu rosto, não falamos nada um para o outro apenas nos abraçamos e nos beijamos, até que fui acordada com uma sensação de estar sendo beijada, acordei assusta e olhei para o lado esquerdo da cama e lá estava uma rosa, mais não qualquer rosa e sim a rosa que Ricardo costumava me dar, senti sua presença ao meu lado e assim peguei no sono novamente.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Despedida
Estava inquieta, lembranças vinha átona em minha memória, andava de um lado para o outro sem parar, cada enfermeira que passava perguntava sobre Ricardo, mas ninguém sabia me responder, fiquei plantada na porta a espera de respostas, lagrimas caiam dos meus olhos sem que eu percebesse, o cansaço batia mais não conseguia sair do lado daquela porta, pesadelos passavam pela minha cabeça, só de pensar em perder Ricardo entrava em desespero.
Minha mãe ao me ver naquele estado me pedia calma, me abraçava e apenas dizia "vai dar tudo certo filha" nem as palavras de minha mãe me acalmava naquela situação, ela me puxou pelos braços e me pediu para que deita-se um pouco e descansa-se, deitei em seu colo e peguei levemente no sono, quando dei por mim estava dentro da sala de cirurgia, juntamente com Ricardo, os médicos pareciam apreensivos, Ricardo estava muito mal, tentava falar com os médicos mais ninguém me ouvia e muito menos me via, gritava pelo nome de Ricardo, tentava pegar em seus braços, não conseguia, quando de repente escutei um dos médicos dizendo "não tem mais jeito, tentamos, mais não deu" nesse exato momento o aparelho cardíaco começou a apitar, quando acordei gritando e correndo em direção ao quarto de Ricardo, enfermeiros tentavam me segurar mais ninguém conseguia, ao chegar em seu quarto me deparei com uma das enfermeiras cobrindo seu corpo, fiquei paralisada em frente a maca, não conseguia acreditar naquilo que estava vendo, pedi para que ela saísse e me deixasse sozinha com meu amor.
Ao tirar o lençol que o cobria, abracei-o e o beijei, mais não obtinha respostas, foi então que realmente percebi que Ricardo havia morrido, não sei descrever para vocês a dor que senti naquele momento, fiquei a sós com meu amor, queria ao menos me despedir dele, mas não consegui, me debrucei ao seu colo com a esperança de ouvir sua respiração ou pelo menos um eu te amo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A tragédia.
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Comemoramos a noite toda, parecíamos duas crianças, nunca havia me divertido tanto como naquela noite, dançamos, bebemos, cantamos, nos amamos a todo o momento, trocamos juras de amor, e fazíamos planos para o futuro, de quantos filhos íamos ter, de como seria nossa casa, tudo que um casal apaixonado no auge do amor pode planejar e pensar junto, naquele momento não eram dois e sim apenas um.
Ao sair da festa pegamos estrada para irmos embora, estávamos animados e conversávamos sem parar, até que Ricardo me olhou e me disse '' cada dia que passar ao seu lado será inesquecível'', não deu tempo de responder, o carro foi de encontro com um caminhão não deu tempo de gritar, nem de se despedir, batemos com tanta força que paramos do outro lado da estrada, não conseguia sair do carro, chama pelo Ricardo e ele não me respondia, estava apavorada, chorava sem parar, gritava mais ninguém me escutava, àquelas horas foram as mais aflitas que passei até hoje.
Quando os bombeiros chegaram, conseguiram me tirar, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser no Ricardo, ele estava atirado de baixo do carro, corri em sua direção, mais no meio do caminho meus pais que haviam chegado na cena da tragédia me segurava e me pedia calma, comecei a me debater e a gritar pelo seu nome, ele não me respondia, via aquelas sirenes e os bombeiros o retirando do carro, colocando na maca, assim corri em direção ao seu corpo, o abracei e chorei, implorava para que ele me respondesse, não conseguia ouvir sua respiração, não conseguia ouvir aquelas palavras que tanto almejava naquele momento, minha angustia se aumentava a todo momento,quando olhava para o aparelho cardíaco e via que nada estava acontecendo,os bombeiros me pedia calma, mais nada me fazia largar nem parar de gritar seu nome, esperando alguma resposta e nada do meu amor me responder.
Chegando ao hospital não permitiram a minha entrada, fiquei sentada com nossas famílias á espera de uma resposta.
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